Conquistar a Liberdade Financeira

30 Outubro 2020 Factor H

Quem não gostaria de ter liberdade financeira?

Poder comprar o que lhe apetece sem estar preocupado com dinheiro que vai gastar!

Ir a qualquer restaurante e escolher o prato sem olhar para lado direito do menu!

E porque não temos essa liberdade?

Convido-vos a fazer uma viagem no tempo – regressar ao tempo da escravatura. Como é que era a vida dos escravos?

Eram pessoas sem liberdade, forçados a trabalhar duro, de sol a sol… e o que tinham em troca?

Roupa, comida e um abrigo para passar a noite.

Vejamos como é a vida de hoje de uma grande maioria de pessoas. Trabalham, recebem um salário muitas vezes quase miserável, para quê? Para poder comprar roupa, comida e terem um teto para viver.

Reparem, é quase a mesma coisa…

Mas estarão a pensar, mas agora têm liberdade.

E pergunto eu, será que têm liberdade? Ou serão de certa maneira escravas dos créditos que as permitem comprar alguns desses bens?

Faz isto sentido? Porque é que não podemos ter uma vida prospera e abastada?

Então, onde está a causa de não conseguirmos uma vida abundante? Onde está o problema?

Ele está em cada um nós, nas crenças que nos foram incutidas e que nos limitam. Crenças que nos foram e são impostas pela nossa sociedade e pela nossa família.

Vejam como isto é verdade.

Lembram-se quando eram crianças, quais eram os vossos sonhos? Tinham dificuldade em sonhar? Em imaginar o carro que iriam ter quando fossem grandes? As viagens que sonhavam fazer? O casarão que iriam construir?

O que é feito desses sonhos?

Foram ficando pelo caminho enquanto iam crescendo. Isto acontece com quase todos.

Porquê?

Quais são as respostas que ouvimos e dizemos nós hoje às nossas crianças quando elas dizem – “quando for grande vou fazer isto e aquilo e mais meio mundo”.

Respondemos, “quando fores grande vais ver que as coisas não são assim tão fácies!”,  ou “vais ver quando tiveres de trabalhar e pagar as tuas coisas” ou ainda “se tivesses nascido num berço de ouro…”, entre muitas outras do mesmo género.

O que estamos a fazer é castrar, é limitar, é fazer acreditar que não é possível fazer diferente. E fazemos isto porque nos ensinaram assim, de forma inconsciente.

A nossa sociedade também não nos ajuda, faz-nos acreditar que os ricos não vão para o céu, que só é possível enriquecer roubando ou não sendo sério e que quem tem muito dinheiro é avarento. E lá vamos nós nos conformando com a vidinha que nos balizaram como a mais normal.

Além disso, olhamos à nossa volta e toda a gente se queixa. Que a vida corre mal, uns por causa do governo que devia dar mais apoio. Outros porque o patrão só pensa nele e que lhe paga mal. Outros, é por causa da mulher ou dos filhos, da sogra, do cão e do periquito…

Vivemos numa sociedade que só procura desculpas e fica à espera que façam as coisas por ela.

Na verdade, a culpa é de cada um de nós. Se eu não tenho sucesso, a culpa é minha, não faço o suficiente. Se eu estou endividado, a culpa é minha, porque em vez de preparar um fundo de emergência fui gastar o dinheiro e contrair em empréstimo para comprar um carro novo.

Lembram-se quando eram mais novos e quando cruzavam o olhar com uma miúda que vos encantou e não a conheciam? O que faziam?

Arranjavam maneira de a conseguir conhecer, descobrir que sítios ela frequentava e em que horários, para lá estarem também, arranjavam forma de fazer amizade com amigos dela para que alguém a apresentasse. Faziam tudo, o possível e o impossível.

Se para conquistar miúdas conseguíamos fazer tudo e mais alguma coisa, porquê para conquistarmos a nossa liberdade financeira só conseguimos arranjar desculpas?

Há uma expressão de um brasileiro, Ivan Maia, que gosto muito – “Primeiro eu escolho e depois eu colho”. E acrescento eu, ter uma vida abundante é uma questão de escolha.

O dinheiro é bom, ser rico é bom, a riqueza é boa. Só é possível construir um mundo melhor se cada um de nós se esforçar para ganhar mais. Há que acabar com as crenças que limitam o sonhar e substitui-las por crenças que nos fortalecem e motivam para novas conquistas.

Cerca de 85% das pessoas mais ricas do mundo, foram elas que conquistaram essa riqueza, não a herdaram, começaram do zero. E parte delas, são as que mais contribuem financeiramente em projectos de beneficência e investigação. Se eles conseguiram, porquê é que eu não  hei-de conseguir?

No caminho para a liberdade financeira é necessário passarmos por outras duas fases:

  • A segurança financeira, e
  • A independência financeira.

Acredito que muitos dos leitores já tenham atingido a segurança financeira. Que é ganhar o suficiente para pagar todas as despesas mensais sem dificuldade.

Já a independência financeira é ter a possibilidade de deixar de trabalhar por opção, e ter rendimento passivo equivalente ao rendimento do trabalho.

Existem 2 princípios fundamentais que nos vão levar a ganhar mais:

1ª – fazer o que gostamos, fazer o que nos dá gozo, pôr-nos a ganhar dinheiro com o que nos apaixona.

Exagerando um pouco, se o que me dá gozo é fazer tricô, como é que eu posso ganhar dinheiro com isso? Posso fazer produtos para vender, posso criar um curso presencial ou via web para ensinar a fazer tricô. Há que pôr a imaginação a funcionar.

2ª – investir em conhecimento, ler livros, participar em cursos e workshops, procurar melhorar as competências. Só assim é possível abrir novos caminhos e ganhar mais, mesmo continuando na mesma profissão.

O segredo para se conseguir atingir a liberdade financeira está na resposta a esta pergunta – O que estou eu disponível a fazer?

Será que estou disponível para fazer uma gestão inteligente do meu salário? Estou disponível para redimensionar o meu estilo de vida para poder pegar em parte do meu salário e criar um colchão financeiro e em outra parte para fazer investimentos que me irão gerar rendimento passivo? Estou disponível para arranjar um rendimento extra? Estou disponível para juntar dinheiro para trocar de carro mais tarde e ser mais comedido no carro e evitar financiamento?

A sorte acontece quando a preparação encontra a oportunidade. Nada se conquista sem sacrifícios. Está disponível a pagar o preço?

Énio Mota – Financial Coach