Espelho meu, espelho meu…

17 Janeiro 2020 Recrutamento

Enviamos o currículo, somos chamados para entrevista, preparamos tudo ao pormenor. Seja o discurso, seja a forma como nos apresentamos. O momento exige o nosso máximo empenho, sendo que um dos principais fatores para o sucesso de uma entrevista é a relação que se estabelece com o recrutador. Poderíamos continuar a falar dos “deveres” de um candidato. Mas de que vale todo este esforço, se a pessoa do outro lado da mesa não colaborar?

Será que falamos de fazer questões simples e que exijam pouco do candidato? Será que falamos de simpatia e cordialidade? Não. Falamos de criar empatia. O sucesso da entrevista não está dependente apenas do candidato.

Está dependente da empatia e essa deve ser mútua. O mundo do recrutamento está em constante evolução e sabemos hoje que bons candidatos não se conseguem através de inquéritos. Conseguem-se também com perguntas aberta, com espaço para a conversa e para que em cada palavra se consiga ver a pessoa do outro lado.

Ter a sensibilidade de perceber a complexidade do momento. Perceber que é também responsabilidade do recrutador trazer ao de cima o melhor do candidato, ou pelo menos, facilitar e proporcionar um ambiente para tal. Não queremos com isto desvirtuar o conceito de entrevista, queremos apenas dizer que o paradigma está a mudar.

Que mais do que uma entrevista é uma conversa, onde se avaliam não sós perfis, mas onde se ponderam, emoções, expectativas e motivações que devem ser vistas como chave para o sucesso de um processo de recrutamento.

Porque nem tudo é a preto e branco. Afinal vivemos num mundo a cores.